A Secretaria Municipal de Saúde realizará no próximo sábado, dia 31, uma ação alusiva ao Janeiro Roxo, campanha dedicada à conscientização e ao combate à hanseníase. A mobilização acontecerá na Praça 21 de Abril, no centro, das 8h às 12h.
A ação, encabeçada pela equipe do Centro de Referência em Infectologia (CRI), ganha ainda mais relevância neste período, já que o dia 26 de janeiro marcou o Dia Mundial Contra a Hanseníase, data instituída para ampliar o debate, combater o preconceito e reforçar a importância do diagnóstico precoce da doença.
O CRI realizará a distribuição de panfletos com o objetivo de informar, sensibilizar e estimular a população a buscar os serviços de saúde diante da identificação de sinais e sintomas suspeitos, contribuindo para o diagnóstico precoce, o início oportuno do tratamento e a interrupção da cadeia de transmissão.
A doença, uma infecção crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, os olhos e as vias aéreas superiores. Apesar de ser, ainda, cercada por estigmas e desinformação, a doença tem tratamento e cura, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A transmissão ocorre por meio do contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, principalmente através de gotículas respiratórias. Entre os principais sintomas estão: manchas na pele, claras, avermelhadas ou acastanhadas, com perda de sensibilidade ao calor, à dor ou ao tato; dormência e formigamento em mãos e pés; fraqueza muscular; espessamento e dor nos nervos e, em casos mais graves, deformidades físicas.
O enfermeiro Denis Rodrigo Santos, responsável pelo Centro de Referência em Infectologia, informa que o diagnóstico da hanseníase é clínico, baseado na avaliação dos sinais e sintomas, podendo ser confirmado por exames laboratoriais. “O tratamento é realizado com a poliquimioterapia, que é uma combinação de antibióticos, que são utilizados por um período determinado de tempo, de acordo com a orientação médica. É importante também ressaltar que após o início do tratamento, a pessoa portadora da doença deixa de transmiti-la”, afirma Denis.
De acordo com dados epidemiológicos, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos novos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia, liderando o ranking na América. Em Sertãozinho, atualmente, 25 pacientes estão em tratamento para a doença, o que reforça a importância das ações de conscientização e vigilância em saúde.
A Secretaria de Saúde reforça que a informação é uma das principais ferramentas no combate à hanseníase e que o preconceito ainda é um dos maiores desafios enfrentados pelas pessoas diagnosticadas com a doença.